Número de mortos no Japão após tempestade já chega a 199

As fortes chuvas que atingiram o oeste do Japão já provocaram 199 mortes. Cerca de 60 pessoas estão desaparecidas. Equipes de resgate continuam buscando por sobreviventes.

“As 72 horas críticas já passaram, admitiu Mutsunari Imawaka, funcionário da prefeitura de Okayama, uma das áreas mais afetadas, ao lado de Hiroshima. “Mas vamos continuar com as buscas, acreditando que ainda há sobreviventes”, disse.

Nesta quarta-feira (11) ao menos 179 mortes foram registradas em decorrência de inundações e deslizamentos causados pelo recorde de chuva na região oeste do Japão, segundo o porta-voz do governo Yoshihide Suga. Equipes de resgate ainda procuram por sobreviventes.

Desde a última sexta-feira (6) chove intensamente no país, sobretudo na cidade de Hiroshima, na qual casas foram destruídas e há vários deslizamentos na região. Várias pessoas estão desaparecidas, essa é a maior tragédia provocada por um fenômeno meteorológico no Japão desde 1982.

O primeiro-ministro, Shinzo Abe, cancelou uma viagem à Europa e ao Oriente Médio, para coordenar pessoalmente as tarefas de ajuda às vítimas e visitar as regiões afetadas nesta quarta-feira (11).

No fim de semana, as autoridades japonesas chegaram a recomendar a retirada de pelo menos 5,9 milhões de cidadãos de 19 províncias. Mais de 30 mil pessoas passaram a noite em refúgios.

Soldados das Forças de Autodefesa (nome do exército japonês), da polícia e dos bombeiros comandam as operações de resgate.

Égua sobe em telhado para escapar de inundação e comove o país

Nesta segunda-feira (5) Leaf, uma mini-égua de 9 anos e crina vermelha, foi vista em cima do telhado de uma casa pela equipe de socorristas do Peace Winds Japan (PWJ), uma ONG de ajuda populações vítimas de tragédias humanitárias ou catástrofes naturais.

A éguinha se refugiou por dias em cima do telhado. Ela é mascote de um lar para idosos da cidade de Kurashiki (oeste). A equipe de socorro tinha chegado ao bairro de Mabi, totalmente inundado, para ajudar os moradores quando viram o animal.

“Os socorristas chamaram os bombeiros. Eles disseram que sua primeira tarefa era salvar vidas humanas”, explicaram. Por isso, decidira salvá-la por meios próprios.

Na hora de evacuar o lar de idosos, os funcionários do local tiveram que libertar os animais que faziam companhia aos pacientes por não poder levá-los juntos, contou Takahashi, uma integrante do Peace Winds Japa. Ela achou um lugar para se proteger, mas não conseguiu salvar seu filhote que havia tido há poucas semanas.

Leaf foi acolhida em um sítio e depois levada de volta ao lar de idosos, onde os funcionários foram às lágrimas ao ver que ela havia sobrevivido.

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