Rio registra o primeiro paciente com coronavírus em estado grave

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O Rio registrou no domingo (15) o primeiro paciente com coronavírus em estado gravíssimo. Trata-se de um médico de 65 anos internado em um hospital da rede privada.

“O sistema respiratório [está] comprometido. [O paciente] já está entubado, gravíssimo”, informou o governador Wilson Witzel na noite de domingo.

Não há detalhes de como o paciente contraiu o vírus nem onde ele está internado. Ele é o segundo caso grave de Covid-19 do Brasil. O primeiro é o de uma mulher no Distrito Federal.

Rio registra o primeiro paciente com coronavírus em estado grave

Foto: Reprodução

Sem leitos de UTI disponíveis:

Uma das preocupações do governo no momento é a falta de leitos.

“A gente não tem nada hoje. O sistema de saúde hoje está sobrecarregado”, afirmou Witzel.

O governador informou que em 30 dias terá 300 leitos à disposição e, em 60 dias, mais 300. Parte das vagas virão de hospitais hoje desativados.

“Em breve nós vamos divulgar quais serão esses hospitais. Serão reativados, e nós teremos condições de receber esses pacientes mais graves com respiração ali”, disse.

Segundo a secretaria municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro, a capital fluminense também não dispõe de vagas ociosas.

Ao todo, o município tem 1.691 leitos intensivos ou semi-intensivos e a taxa de ocupação até sexta-feira (13) era de 100%.

A rede do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital fluminense abrange as esferas municipal, estadual, federal e universitária.

Com a expansão da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), a SMS informou que há possibilidade técnica de abrir 150 novos leitos de internação voltados para atendimento de pessoas diagnosticadas com Covid-19.

A secretaria esclareceu ainda que “normalmente” a Saúde do Rio de Janeiro atua com a capacidade máxima das UTIs para não deixar leitos ociosos.

Transmissão comunitária:

O órgão também identificou os primeiros casos de transmissão comunitária — quando não se sabe a origem de um caso transmitido — na capital fluminense.

Inicialmente, o Rio tinha apenas casos importados, de pessoas que viajam ou têm contato com quem veio de fora. Até a última quinta-feira (12), havia apenas um caso de paciente infectado que não havia saído do estado.

De acordo com o Ministério da Saúde, RJ e SP são os únicos estados que já tem a chamada transmissão comunitária.

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