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Prefeitura do Rio volta a interromper cobrança de pedágio da Linha Amarela

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Agentes da prefeitura do Rio retiraram, por volta das 23h de terça-feira (5), as cancelas e interromperam a cobrança de pedágio na Linha Amarela. Motoristas foram liberados a passar sem pagar pela via, uma das principais ligações entre as zonas Norte e Oeste da cidade.

Esta é a segunda vez em 10 dias que a prefeitura libera o pedágio. Na primeira, no dia 27, funcionários a serviço do prefeito Marcelo Crivella destruíram as cabines, causando um prejuízo de R$ 3 milhões, de acordo com a Lamsa.

A nova ação da prefeitura ocorre no dia em que um projeto de lei que permite que a concessão via seja retomada pelo município foi aprovado na Câmara Municipal, por unanimidade, e logo depois sancionado pelo prefeito.

Agentes da Secretaria Municipal de Transportes, CET-Rio, Rioluz e Comlurb foram acompanhadas por Sebastião Bruno, secretário de Infraestrutura e Habitação.

Prefeitura do Rio volta a interromper cobrança de pedágio da Linha Amarela

Foto: Divulgação

Lamsa x Prefeitura:

A concessionária Lamsa acusa Crivella de “afrontar o Poder Judiciário”. Isto porque a concessionária conseguiu na Justiça uma liminar impedindo a retomada da via expressa sem que haja um processo administrativo e o pagamento de indenização.

“A Lamsa lamenta e repudia de forma veemente a conduta autoritária do prefeito, que, ao invés de cumprir a decisão judicial e apresentar recurso legal, ataca de forma irresponsável e nunca vista na história das relações entre o poder público e a iniciativa privada uma concessão de serviço público legalmente constituída. A concessionária buscará na Justiça a preservação dos seus direitos, violentados mais uma vez pelo prefeito”, diz a nota enviada pela concessionária.

A disputa entre Crivella e a concessionária, que assumiu a via em 1998, foi iniciada no ano passado. O prefeito alega que a Lamsa cobra mais caro pelo pedágio do que deveria.

Também de acordo com informações da prefeitura, a concessionária, após um aditivo no contrato em 2011, causou prejuízo de R$ 250 milhões para o Erário, com obras que teriam sido superfaturadas.

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