Obras de artista português são roubadas no Rio

Obras de artista português são roubadas no Rio

Foto: Divulgação

Cerca de cinquenta obras do artista Isaque Pinheiro, que participaram da exposição “AcorDo Rei”, de 19 de setembro a 25 de novembro no Paço Imperial, foram roubadas na última terça-feira (27) quando eram transportadas para Belo Horizonte, Minas Gerais.

O caminhão que transportava as obras foi abordado por criminosos na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A assessoria da dotArt informou que o caminhão foi recuperado pela polícia horas depois vazio no Complexo do Chapadão.

As obras seriam expostas na dotArt galeria, na mesma mostra, inaugurada no sábado (1) na capital mineira. Por causa do roubo, a exposição inaugurada no dia 1º na galeria, no bairro Savassi, está incompleta. Estão expostas apenas duas obras da mesma série que o artista produziu exclusivamente para a galeria, além de seis obras que não participaram da mostra no Rio por não caberem no espaço da exposição no Paço Imperial. Elas foram levadas para Belo Horizonte numa remessa anterior.

O artista português que volta nesta terça-feira (4) para Portugal, disse que está triste com a perda do material por causa da relação afetiva com ele, mas frisou que não guarda rancor ou sentimento de vingança com os ladrões que roubaram as peças.

De acordo com ele, foram roubadas 50 peças, 45 gravuras, além de cinco esculturas que são matizes, deram origem às obras. Ele avaliou a coleção em aproximadamente 60 mil euros, cerca de R$ 260 mil.

O trabalho de Isaque traz esculturas e xilogravuras em cedro, que representam o Rei da carta do baralho. Ele a utilliza para provocar reflexões sobre o poder. Todas as peças são imperfeitas e não aparecem por completo. Algumas têm dobras, outras foram propositalmente desgastadas, dando a aparência de envelhicimento.

Em nota a dotART galeria lamentou o roubo da obra:

“A dotART galeria, de Belo Horizonte, comunica com pesar que a maior parte das obras do artista Isaque Pinheiro, da exposição “AcorDo Rei”, inaugurada no último sábado (1°), foram roubadas quando estavam sendo trazidas do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, no dia 27 de novembro. Foram roubadas mais de 50 obras que passaram pelo Paço Imperial em setembro, com grande sucesso de público e crítica. Na exposição da dotART ficaram duas obras da mesma série, que o artista produziu exclusivamente para a galeria mineira, além de seis obras que não entraram na mostra do Paço, por serem de um porte maior que o espaço comportava. Estas vieram antes, em outra remessa. Foi uma exposição belíssima e acabou se tornando efêmera. As obras que sobraram dão a dimensão da série e se tornaram, com este fato, ainda mais importantes. A mostra “Desejo de preto ou como desafinar o coro dos contentes”, de Roberto Freitas, segue em exposição na íntegra”, diz a nota.

A exposição na dotART galeria fica em Belo Horizonte até 19 de março. A entrada é gratuita e a mostra pode ser vista de segunda a sexta, das 10h às 19h. E sábado, das 10h às 13h. A galeria fica na Rua Bernardo Guimarães 911, Savassi, Belo Horizonte.

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