Rio

Novas capivaras mostra que natureza resiste na Lagoa da Tijuca

Grupo de capivaras mostra que natureza resiste na Lagoa da Tijuca

Foto: Mário Moscatelli/ Arquivo pessoal

Um pequeno grupo de capivaras surpreendeu pesquisadores que cuidam do manguezal no entorno da Lagoa da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Nascidas semana passada, elas fazem parte de ninhada de cinco filhotes, dos quais três sobreviveram.

“Devido ao crescimento urbano desordenado, os animais ficam com cada vez menos espaço. E a última linha de defesa tem sido as faixas marginais das lagoas”, disse Mário Moscatelli, biólogo.

A faixa de proteção que fica ao redor das lagoas, tem 30 metros e conta com formações de manguezais, brejos e restingas, que servem de abrigo para esta fauna residual.

“É uma área em que fazemos a manutenção do manguezal, recuperada anos atrás. E ela tem sido usada como área de abrigo por capivaras, preás, cutias, tatus, lontras e outros que buscam proteção nesse tipo de ecossistema”, explicou Moscatelli.

Segundo o biólogo, o crescimento urbano desordenado faz com que estes animais possuam cada vez menos espaço para se reproduzir. “Se a gente quiser ter, em um futuro breve, fauna no sistema de lagoas da Baixada de Jacarepaguá, é fundamental a recuperação da lagoa e das faixas marginais de proteção”, afirma Moscatelli.

Essas faixas marginais de proteção também funcionam como importantes corredores de contato entre diferentes lagoas, onde os animais podem transitar de uma para outra nos espaços ainda existentes nas faixas de proteção.

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