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Meteorito que vale R$ 3 milhões está perdido nos escombros do Museu Nacional

meteorito que vale R$ 3 milhões  está perdido nos escombros do Museu Nacional

Foto: BBC

Na segunda-feira (3), as chamas destruíram o Museu Nacional e boa parte do seu acervo. Na entrada principal do palácio histórico, em meio à fumaça, era possível ver o Bendegó, o maior e mais famoso meteorito brasileiro, composto de mais de 5.000 quilos de ferro e níquel.

Enquanto a cena aumentava a reputação do meteorito, uma outra rocha espacial muito mais discreta e menos popular, porém mais valiosa, segue desaparecida sob os escombros do museu. E deixa pesquisadores de todo o mundo em estado de apreensão.

O Angra dos Reis tem uma massa 76 mil vezes menor que a do Bendegó, apenas 70 gramas. Com 4 cm de largura e valor estimado em torno de 3 milhões de reais, é a rocha mais valiosa da coleção de mais de 400 meteoritos do Museu Nacional.

“Ele deve ter se queimado, danificado um pouco, mas resistiu, não tenho dúvida”, afirma a astrônoma Maria Elizabeth Zucolotto, curadora do acervo de meteoritos do Museu Nacional. Ela lembra que a rocha sobreviveu a temperaturas ainda mais elevadas quando atravessou a atmosfera terrestre.

Pela sua relevância, o Angra dos Reis era mantido escondido na sala da astrônoma e não era exposto ao público.

Desde o incêndio, a astrônoma está impedida de entrar no prédio, pelos Bombeiros, pela Polícia Federal e pela prefeitura da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela quer entrar antes que comecem os trabalhos de reparos e sustentação das estruturas. “Existe o risco de roubarem? Existe. Sei que na sala não dá para entrar, pois o andar de cima veio abaixo. Mas quando entrarem para escorar as paredes? Alguém pode resolver levar uma lembrancinha. Ou mesmo descartar achando que é pedaço do edifício”, desespera-se.

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