Hospital Central da Polícia Militar do Rio tem déficit de 80 mil máscaras para atender agentes com suspeita de Covid-19

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O Hospital Central da Polícia Militar do Rio (HCPM) tem um déficit de 80 mil máscaras descartáveis para atender agentes com suspeita de contaminação pelo coronavírus. Para suprir a falta do produto, a PM vai pedir ao governo do estado a doação de máscaras para o hospital da corporação.

Num documento encaminhado ao comando da PM na última sexta-feira (27), o coronel Nelson Pitta de Castro Netto, subsecretário de Gestão Administrativa, pede que a PM solicite à Secretaria estadual de Saúde (SES) “máscaras tipos cirúrgicas e N95 para serem utilizadas nos nossos hospitais”.

Durante o pico de transmissão da doença — em até três meses —, a direção do HCPM estima que haja até 15 internações diárias de pacientes com coronavírus.

Hospital da PM do Rio tem déficit de 80 mil máscaras para atender agentes com Covid-19

Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo / Arquivo

O pedido de Castro Netto é uma resposta a uma demanda da direção do hospital.

“Considerando o alto consumo de Equipamentos de Proteção Individual por demanda da epidemia por coronavírus em nosso meio, que vem afetando gravemente nossos estoques existentes, aliado à imensa dificuldade de aquisição de máscaras cirúrgicas e N95 através de nossas Atas de Registro de Preços vigentes e mesmo por nosso processo de compra emergencial, este diretor vem rogar que seja encaminhada a Secretaria Estadual de Saúde, solicitação de fornecimento deste material”, escreveu Leonardo de Gouvêa Cerqueira, diretor de Saúde da corporação, num ofício enviado à Subsecretaria de Gestão Administrativa.

O pedido tem como base um levantamento da Central de Material Médico Hospitalar (CMMH) do HCPM, que revelou que os estoques de luvas, máscaras descartáveis, aventais e óculos de proteção para médicos “encontram-se críticos”.

Segundo o cálculo feito pelo HCPM, o material que a PM tem atualmente deve acabar em, no máximo, 15 dias. Hoje, por exemplo, a corporação tem 17.250 máscaras descartáveis. A quantidade de uso médio mensal das máscaras chega a 7 mil.

O Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade também informou à direção do hospital que podem faltar medicamentos para pacientes graves no auge da crise. Médicos do CTI pediram ao diretor da unidade a compra de 2.700 ampolas de azitromicina e 2.700 comprimidos de sulfato de hidroxicloroquina. A compra ainda não foi feita.

Os policiais militares estão na linha de frente no combate ao coronavírus no Rio, fazendo bloqueios para impedir a circulação de pessoas e atendendo a população. Pelo menos 300 PMs estão afastados das ruas por suspeita de Covid-19.

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