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Esposa sedava empresário para desviar fortuna de R$ 27 milhões

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Esposa sedava empresário para desviar fortuna de R$ 27 milhões

Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério Público do Rio de Janeiro descobriu um esquema montado pela mulher de um empresário da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, para roubar toda a fortuna do milionário, usando um terreiro de umbanda para lavar dinheiro. O caso foi apresentado pelo programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo (6).

Wilde Pinheiro de Lima, de 88 anos, é um empresário que atuou no ramo de refrigerantes.

Segundo as investigações, ele era sedado pela esposa e induzido a transferir seu patrimônio, cerca de R$ 27 milhões. Wilde foi resgastado pela polícia, após cerca de cinco anos sendo impedido de ter contato com a família. Ele foi encontrado com sinais de maus-tratos e desnutrido.

De acordo com informações do Ministério Público, Wandrea descobriu, logo após o casamento em 2011, que Wilde tinha uma fortuna no banco. Ela passou a dar medicamentos sedativos que causavam confusão mental no empresário, pedia para ele assinar cheques e, assim, transferia o dinheiro para sua conta pessoal.

A prática, feita por dois anos, ainda envolvia repassar o dinheiro doado a um terreiro de umbanda para cinco pessoas. A acusada começou a fazer doações para a mãe de santo Genise Silva, que teria a obrigação de repassar o dinheiro para o terreiro umbandista Rompe Mato.

A suspeita ainda vive na cobertura do ex-marido, na Barra da Tijuca, avaliada por corretores em R$ 3,5 milhões. O imóvel está no nome da filha que ela teve com Wilde, mas a família da vítima recentemente entrou com um pedido de investigação de paternidade.

O empresário, que completou 88 anos no último sábado, mora com a filha do primeiro casamento e vive com a renda mensal que sai da conta da mãe de santo Genise, graças a uma decisão judicial.

– Esquema de Desvio:

Wandrea dopava Wilde com sedativos para o companheiro assinar cheques e transferir o dinheiro para a conta dela. Quatro imóveis, sendo dois apartamentos e duas salas comerciais, foram comprados com as doações. O terreiro Rompe Mato teria recebido cerca de R$ 16 milhões. Outros R$ 11 milhões estariam com terceiros. Todos os envolvidos tiveram contas e bens bloqueados pela Justiça.

 

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