Rio

Comlurb retira 13,6 toneladas de peixes mortos da Lagoa Rodrigo de Freitas

Comlurb retira 13,6 toneladas de peixes mortos da Lagoa Rodrigo de Freitas

Foto: Fernanda Rouvenat / G1

Na quinta-feira (20), a Comlurb retirou 13,6 toneladas de peixes mortos da Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio. O trabalho de retirada deve continuar nesta sexta-feira (21).

De acordo com o biólogo Mario Moscatelli, as mortes dos peixes podem ter sido causadas por um conjunto de fatores.

“A princípio, você tem lançamento de esgoto, tem o canal do Jardim de Alah que está assoreado e não está havendo troca de água. E esse maçarico ligado. Eu já entrei aqui dentro da água e a água parece banho-maria. Não tem oxigênio para os peixes e o bicho está morrendo”,disse o biólogo.

O biólogo David Zee afirma que o risco desta mortandade era iminente dado o calor excessivo.  O fenômeno climático El Niño promove as altas temperaturas no sudeste brasileiro, e o bloqueio das entradas de frentes frias deixa as águas costeiras do Rio de Janeiro estagnadas.

A Secretaria de Conservação e Meio Ambiente informou, em nota, que os órgãos ambientais envolvidos no monitoramento da Lagoa Rodrigo de Freitas estão em alerta desde a última madrugada, quando os níveis de oxigênio começaram a cair acentuadamente.

“Os órgãos ambientais envolvidos no monitoramento da Lagoa estão em alerta desde esta madrugada, quando se registrou tendência declinante nos valores das concentrações de oxigênio dissolvido na água, com forte perda desses níveis, chegando no início da madrugada até as 10h, da manhã ao valor = < 0,1mg/L, indicando início de anoxia, ou seja, ausência ou diminuição de oxigênio na água”.

Ainda segundo a secretaria, a morte de peixes ocorre em decorrência da proliferação de cianobactérias e fitoplânctons, presentes no sensível ecossistema da Lagoa, que possuem ciclo de vida rápido, se proliferam com as altas temperaturas e ao morrer consomem oxigênio.

About Author

DEIXE SEU COMENTÁRIO