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Casos de sífilis aumentam no Rio de Janeiro

Casos de sífilis aumentam no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação

O número de infectados com sífilis aumentou 48,8% de 2016 para 2017 deixando a Secretaria de Saúde em alerta. Segundo a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, em 2017 foram notificados 13.328 casos de sífilis adquirida. Em 2016, foram 8.956 casos.

A sífilis congênita, quando a doença passa da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto, o número de casos foi de 3.356 em 2016 para 4.139 casos em 2017, um aumento de 23,33%. Em gestantes a doença também avançou. Passou de 6.264 em 2016 para 8.693 em 2017. Mais de 40% das mulheres que têm a doença só descobre na hora do parto, curetagem ou do aborto.

“Isso mostra algum tipo de relaxamento nas formas de prevenção e esses números trazem um grande problema que são os casos de sífilis congênita, que são os casos passados durante a gravidez. Este é um grande problema de saúde pública e tem consequências para as crianças que nascem com a doença. É importantíssimo a adoção dos métodos de prevenção, principalmente preservativo e também o diagnóstico precoce”, disse o médico Alexandre Chieppe.

A doença possui cura, mas é importante que quem teve relação sexual sem proteção busque uma unidade de saúde para fazer o teste. Ainda de acordo com o médico, os testes rápidos de sífilis estão disponíveis na rede pública de saúde.

“A sífilis é uma infecção sexualmente adquirida. Na fase inicial da doença, os sintomas são difíceis de serem identificados: úlceras genitais indolores. Por isso a importância de realizar o teste mesmo em pessoas que não têm sinais. A pessoa que teve relações sexuais sem preservativo deve procurar o posto de saúde e fazer o teste. Em caso positivo, iniciar o tratamento”, afirmou o médico.

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