Acompanhe como está o Rio após o temporal

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Foto: Liane Thedim / Agência O Globo

Uma tempestade atingiu o  Rio na noite de quarta-feira (6) e deixou ao menos seis mortos.

A forte chuva acompanhada de ventania causou apagões, derrubou árvores, alagou vias e fechou a Avenida Niemeyer, onde um trecho da ciclovia desabou.

Rajadas de vento que chegaram a 110 km/h foram registradas no Forte de Copacabana, Zona Sul do Rio. A tempestade  começou por volta das 20h30, quando o Rio entrou em estágio de atenção. Às 22h15, passou-se para o estágio de crise.

Nesta quinta-feira (7), vários pontos de alagamento foram registrados na cidade e 170 árvores caíram, segundo a prefeitura da cidade.

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Foto: Sergio Moraes/Reuters

Um veleiro encalhou na praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio. Um casal estava dentro da embarcação e conseguiu desembarcar sem ferimentos.

De acordo com informações de funcionários de um quiosque, o casal disse que havia saído de Angra dos Reis e iria ancorar o veleiro em Niterói, mas devido à força dos ventos acabou indo parar no Arpoador.

Ônibus é retirada de deslizamento na Avenida Niemeyer:

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Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

 O coletivo foi soterrado por volta das 23h30 de quarta-feira (6) durante um deslizamento de terra  na Avenida Niemeyer, na Zona Sul do Rio.

Dois passageiros morreram. O motorista do veículo conseguiu se salvar. Ele foi resgatado com escoriações no corpo e foi levado para um hospital da cidade.

Com a força do deslizamento de terra, o ônibus foi jogado contra a mureta da avenida e invadiu a ciclovia, quase caindo encosta abaixo.

Equipes da Defesa Civil, CET-Rio e dos Bombeiros retiraram, por às 15h desta quinta, o que restou do ônibus executivo da Viação Jabor, com trajeto do Centro para Campo Grande.

Duas retroescavadeiras foram usadas nos trabalhos. Para retirar o ônibus do local, as equipes de resgate retiraram uma árvore que havia caído em cima do ônibus e esmagado toda a parte dianteira.

Hotel 5 estrelas em São Conrado:

Hotel 5 estrelas em São Conrado:

Foto: Reprodução de vídeo

Cerca de 400 turistas que estavam hospedados no Hotel Sheraton, em São Conrado, Zona Sul do Rio, alagado durante o temporal da noite de quarta-feira (6), começaram a deixar o local por volta das 16h desta quinta-feira (7).

Além da inundação, o hotel está sem luz e, por isso, os hóspedes tiveram dificuldades para deixar o local. A Avenida Niemeyer segue fechada nos dois sentidos e sem previsão de reabertura.

Em nota, o Sheraton explicou que está com problemas operacionais em função do impacto das fortes chuvas na cidade e confirma que está sem energia elétrica. A direção afirmou que a prioridade é a segurança dos hóspedes que serão levados para outros hotéis após liberação das vias de acesso ao hotel.

Nas redes sociais, um vídeo mostrava o lobby do hotel alagado com móveis boiando e hóspedes com água até os joelhos.

O que dizem as autoridades? 

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Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

O prefeito do Rio foi questionado por jornalistas se a prefeitura sabia que a tormenta seria tão forte.

“Nós previmos, os meteorologistas disseram que a chuva ia ser de moderada a forte. […] Agora, surpreendentemente atrás daquela tempestade se formou uma outra tempestade. E essa outra tempestade ficou presa, ela não ultrapassou a Floresta da Tijuca e ela se precipitou toda na Zona Sul, sobretudo na Rocinha, no Vidigal e no Jardim Botânico”, explicou o prefeito.

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Foto: Marcelo Fonseca/Estadão Conteúdo

Wilson Witzel, governador do Rio,  disse em entrevista que “é preciso ter um plano diretor da cidade para tirar as pessoas da área de alto risco”. Witzel criticou o que chamou de “ocupação desordenada”.

O governador afirmou que há cerca de 80 mil famílias em situação de risco, de acordo com levantamento da Defesa Civil.

O governador culpou as prefeituras passadas pelo o que chamou de “abandono”. “O abandono não é de 2016 para cá, é de décadas. Pouco se fez para evitar que essas construções irregulares avançassem. O que assistimos foram décadas de abandono. Nos últimos anos se preocupou em gastar rios de dinheiro, pra favorecer especialmente a corrupção, e a população ficou desassistida”, disse.

Balanço da chuva:

  • O temporal começou por volta das 20h30, quando o Rio entrou em estágio de atenção;
  • Às 22h15, passou-se para o estágio de crise;
  • Seis mortes: duas em Barra de Guaratiba, uma na Rocinha, uma no Vidigal e duas na Avenida Niemeyer;
  • Um  trecho da ciclovia da Niemeyer caiu com deslizamento de terra. A via está interditada e não tem previsão de reabertura;
  • Cerca de 170 árvores caíram, de acordo com a Prefeitura do Rio; algumas derrubaram a fiação e causaram apagões;
  • Às 8h30 eram 10 pontos de alagamento nos bairros do Leblon, Barra da Tijuca, Gávea, Ipanema, Itanhangá, Botafogo e São Conrado;
  • As rajadas de vento chegaram a 110 km/h no Forte de Copacabana;
  • Crivella decretou luto oficial de três dias pelas mortes;
  • O governador Wilson Witzel confirmou que várias sirenes foram acionadas em áreas de risco;

 

A Defesa Civil recebeu 206 chamados para vistoria em decorrência das chuvas até as 12h. Os bairros de maior demanda são: Barra da Tijuca (18 chamados), Barra de Guaratiba (12), São Conrado (11), Itanhangá (11), Vidigal (9) e Rocinha (8).

Segundo a Light, 53% dos clientes que registraram falta de energia elétrica desde o começo do temporal de quarta-feira (6) já tiveram o serviço normalizado. A Zona Oeste (Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Recreio e Campo Grande) e na Zona Norte, como na Tijuca, Méier e Grajaú foram os mais atingidos.

A concessionária informou que ventos muito fortes provocam queda de objetos sobre a rede, galhos de árvores e árvores inteiras, dificultando os reparos.

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