Veja como foi a viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos

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Veja como foi a viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos

Foto: Evan Vucci/AP

Nos três dias de visita aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro se dividiu entre encontros com lideranças conservadoras, uma reunião com o presidente Donald Trump, uma visita oficial à Agência Central de Inteligência (CIA) e ainda encontrou tempo para fazer compras.

Conquistas:

  • Acordo para aluguel aos americanos da base de lançamentos de foguete de Alcântara, com receitas previstas da ordem de US$ 10 bilhões anuais;
  •  Trump afirmou que quer o Brasil como “aliado na Otan”. Garante ao país acesso a tecnologia e cooperação militar com os americanos.
  • Apoio declarado à pretensão do governo brasileiro de entrar na OCDE,  países com acesso mais fácil a capitais, investimentos e tecnologias;
  • Reativação de fóruns bilaterais de comércio, energia e meio ambiente, com o objetivo, de estabelecer um acordo de livre-comércio entre os dois países.

Encontro com o presidente americano:

Trump afirma que apoia entrada do Brasil na OCDE

Foto: Brendan Smialowski / AFP

Após reunião na Casa Branca, Trump afirmou que apoia a entrada da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), conforme deseja o governo brasileiro.

Mas para ter esse apoio o presidente brasileiro concordou em “começar a renunciar” ao status de país emergente para o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil, caso de fato entre na OCDE, poderá defender seus pontos de vista com mais facilidade no organismo, que reúne 36 nações que estão entre as economias mais ricas do mundo.

Por outro, analistas acreditam que o Brasil cedeu mais do que ganhou, uma vez que, ao abandonar o rótulo de “emergente”, perderá também uma série de benefícios, como prazos maiores para a adequação a acordos comerciais e regras mais flexíveis na concessão de subsídios industriais.

Venezuela:

Em entrevista, o presidente se esquivou de uma pergunta sobre a possibilidade de participação brasileira em uma eventual intervenção militar liderada pelos Estados Unidos na Venezuela e afirmouque não comentaria o que foi discutido com Trump a portas fechadas.

“Nós conversamos particularmente essa questão. Diplomacia em primeiro lugar. Trump repetiu que todas as opções estão na mesa. O que ele conversou comigo reservadamente, me desculpem mas não vou poder conversar com vocês” destacou.”Nós queremos resolver essa situação, porque o Brasil está sendo prejudicado. E não nos interessa, nem a nós e nem a eles, que um país se perpetue na situação em que se encontra a Venezuela,”finalizou.

Eduardo Bolsonaro:

Filho, e não chanceler, acompanhou Bolsonaro em encontro no Salão Oval

Foto: Jussara Soares

Foi Eduardo Bolsonaro , deputado federal e filho do presidente, que acompanhou Jair Bolsonaro no  encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , nesta terça-feira (19).  Já o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo , não estava presente no encontro.

Compras:

Após deixar a CIA, às 10h, Bolsonaro, acompanhado de seguranças, saiu para um destino não informado pelo governo. “Eu passei em um shopping aqui. Não fiquei mais do que uma hora lá dentro e saí fora”, afirmou o presidente. “Comprei só uns dois calções e uma camisa”, acrescentou.

Entrevista Fox News:

Bolsonaro chamou a atenção da televisão Fox News, que o chamou de “Trump dos trópicos”. Em entrevista exclusiva a televisão Fox News, o presidente foi questionado sobre as acusações de conexões com suspeitos pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e também sobre suas frases de tom homofóbico, que o canal chamou de “contrária a valores americanos”.

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