PF vai ouvir delegada e policiais em investigação sobre vazamento de operação para Flávio Bolsonaro

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A Polícia Federal vai ouvir os delegados e policiais que participaram das investigações da operação “Furna da Onça” no procedimento instaurado pelo órgão para apurar se houve vazamentos envolvendo o inquérito.

O novo procedimento, conduzido pela Corregedoria, foi aberto para apurar as denúncias feitas pelo empresário Paulo Marinho de que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi informado da operação cerca de um mês antes de sua deflagração. Entre os que serão ouvidos está a delegada Xênia Soares, presidente do inquérito na PF, e os policiais que trabalharam na investigação.

PF vai ouvir delegada e policiais em investigação sobre vazamento de operação para Flávio Bolsonaro

Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo 08/11/2018

Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, Marinho disse que assessores de Flávio foram procurados por um delegado da PF que pediu um encontro no qual comunicou a existência da operação e que ela iria “alcançar algumas pessoas do gabinete do Flávio. Uma delas é o (Fabrício) Queiroz e a outra é a filha do Queiroz (Nathália)”.

Marinho afirmou que ouviu o relato de Flávio que não identificou quem seria o delegado que comunicou as informações para o filho do presidente.

Entre os documentos preparatórios para a operação policial, estava um relatório de inteligência financeira, produzido em janeiro de 2018, que citava a movimentação atípica de funcionários da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Entre eles, estava Fabrício Queiroz, então chefe da segurança de Flávio, com uma movimentação de R$ 1,2 milhão.

Xênia Soares é delegada desde 2009 e também atuou na Operação “Cadeia Velha”, em novembro de 2017, responsável pela prisão de Jorge Picciani, então presidente da Alerj, e os deputados estaduais Paulo Melo e Edson Albertassi. Na ocasião, a “Cadeia Velha” teve comando na PF de Alexandre Ramagem.

A “Furna da Onça” foi uma operação que ocorreu em um desdobramento da anterior e prendeu outros 10 deputados estaduais sob acusação de recebimento de propina e compra de votos no governo de Sérgio Cabral.

Ramagem é atualmente diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o nome que o presidente Jair Bolsonaro queria para a direção-geral da PF. A escolha foi barrada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes depois das acusações de Sergio Moro de que as trocas seriam uma interferência política na corporação.

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