Motoristas de aplicativo devolveram 160 mil carros por causa da queda no serviço, dizem locadoras

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Os aluguéis de veículos despencaram no Brasil com o avanço da pandemia do coronavírus. Só entre os 200 mil carros alugados para motoristas de aplicativos, aproximadamente 160 mil já foram devolvidos desde o início da quarentena, há 2 meses.

A justificativa é que a redução da procura pelo transporte gera uma dificuldade para que profissionais arquem com os custos dos aluguéis.

Nesta sexta-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro negou a ampliação do auxílio emergencial de R$ 600 para esses profissionais.

Motoristas de aplicativo devolveram 160 mil carros por causa da queda no serviço, dizem locadoras

Foto: Andre Penner/AP

A Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla) afirma que “há um movimento das locadoras para auxiliar a retomada desses profissionais do volante entre seus principais clientes de aluguel de automóveis”, como descontos para os trabalhadores de apps.

Até o começo do ano, as locadoras eram o destino de uma parte considerável das vendas diretas que veículos, aquelas feitas sem o intermédio de lojas, e que estavam ganhando cada vez mais espaço no ‘bolo” total.

Esse crescimento estava sendo puxado tanto por aluguéis como pela revenda dos veículos usados dessas empresas. No caso dos aluguéis, o “boom” dos aplicativos ajudou a turbiná-los.

Ao todo, hoje as locadoras têm 997.416 veículos emplacados distribuídos entre motoristas de aplicativos, frotas de empresas e o público em geral, diz a Abla.

Desemprego:

O presidente da Abla afirmou que, até o momento, as locadoras têm conseguido administrar a crise com medidas do governo, como a postergação de tributos e a suspensão de contratos de trabalho.

Até o final de 2019, o setor empregava 75.104 pessoas em 10.812 empresas. Ainda não há dados sobre quantos trabalhadores foram dispensados ou afetados por medidas trabalhistas.

“O que a gente vai ter, efetivamente, daqui para frente, é um desemprego generalizado no setor”, disse Paulo Miguel Jr, apontando para a falta de caixa das empresas para manter a estrutura sem o funcionamento das atividades.

Ainda é cedo para medir o impacto e fazer previsões sobre questões financeiras, mas o executivo afirmou que, em meados de abril, o faturamento do setor pode ter caído entre 70 e 80%.

Com isso, deverá aumentar é a idade média da frota, dos atuais 14,9 meses para 18 a 20 meses, já até o final de 2020.

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