‘Estamos absolutamente tranquilos’, afirma Guedes sobre a desaceleração da economia mundial

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (9) que a equipe econômica está absolutamente tranquila.

A declaração a jornalistas foi dada em meio às turbulências do dia no mercado financeiro, com o tombo dos preços do petróleo, disparada do dólar e de temor de uma recessão global diante do avanço do coronavírus.

“Nós estamos absolutamente tranquilos, a equipe de economia está tranquila. É uma equipe serena, experiente. Já vivemos isso várias vezes. Conhecemos isso. Sabemos lidar com isso. Estamos absolutamente tranquilos, serenos. Então, é hora de justamente termos uma atitude construtiva. Os três poderes, com serenidade, cada um resolvendo a sua parte”, afirmou o Ministro.

'Estamos absolutamente tranquilos', afirma Guedes sobre a desaceleração da economia mundial

Foto: Adriano Machado/Reuters

De acordo com Guedes, não está na hora de ninguém “pedir privilégio, pedir aumento, pedir facilidades”.

“Ao contrário, perguntar o que cada um pode fazer pelo país”, concluiu.

O ministro afirmou também que a epidemia do coronavírus foi a “gota d’água” na economia mundial, que já estava em processo de desaceleração.

“A Índia reviu o crescimento para baixo, a China reviu para baixo. O mundo todo está em desaceleração. Aí vem o coronavírus, acelerou a queda. Então o mundo está realmente em um momento crítico. O coronavírus foi apenas a gota d’água porque o mundo já estava desacelerando e o coronavírus virou na verdade uma pandemia que acelerou essa queda da economia mundial”.

Dólar e petróleo:

Questionado sobre o preço do dólar, que tem operado acima da marca de R$ 4,70 nesta segunda (9), o ministro da Economia afirmou que, “se o mundo está descendo [desacelerando], e existe uma incerteza se as reformas vão prosseguir, fica essa instabilidade [no dólar]”.

Porém, diz Guedes, se a resposta do governo for aprofundar as reformas , “a coisa se acalma”.

Sobre se, com o dólar a quase R$ 4,80 não seria a hora de vender reservas cambiais, Guedes afirmou que, se as reformas avançam e o mercado está tentando comprar divisas, “acredito que [o BC]vá vender”.

“Se ao contrário, as reformas não avançam e aí não tem fundamentos à favor, aí a incerteza continua. Mas aí é um problema do BC. Nós temos um BC, que aliás eu aproveito a oportunidade para dizer: vamos aprovar a autonomia do BC. Vamos aprovar essa semana. Podemos mandar a autonomia do BC”, declarou.

O ministro afirmou ainda que o governo está “consertando o regime fiscal brasileiro” por meio das reformas e que, nesse novo contexto, os juros brasileiros são mais baixos e a taxa de câmbio fica em uma “faixa mais alta”.

“A ideia é o seguinte, o Brasil agora tem juros mais baixos, juros de equilíbrio mais baixos, e o câmbio de equilíbrio mais alto. Só que o câmbio é flutuante. Tem coronavírus, tem crise, a reforma não está andando, ele sobe. A reforma está andando, ele desce. Então, o câmbio vai flutuar”, declarou.

A respeito do petróleo, cujo preço desabou por conta da guerra entre grandes produtores de petróleo, Guedes observou que, quando o produto teve alta no passado, houve críticas por conta do impacto na inflação e culminou na greve dos caminhoneiros.

“Ah, o preço do petróleo vai cair’. Quando o preço do petróleo subiu todo mundo ‘ah, greve dos caminhoneiros, terrível, a inflação vai voltar’. Aí o preço do petróleo cai e nós vamos falar o que agora? O que todo mundo vai falar?”, questionou.

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