Depois de receber Lula, Papa diz que Amazônia é de todos; Bolsonaro reage

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O presidente Jair Bolsonaro criticou na quinta-feira (13) o texto do papa Francisco depois que o pontífice pediu a proteção da floresta amazônica. O documento intitulado “Exortação Apostólica Pós-Sinodal Querida Amazônia” foi publicado ontem (12).

Bolsonaro também alfinetou ambientalistas frente aos incêndios na Austrália.
“Não pega fogo floresta úmida. Ninguém fala na Austrália. Pegou fogo na Austrália toda, ninguém fala nada. Cadê o sínodo da Austrália? O papa Francisco falou ontem que a Amazônia é dele, do mundo, de todo mundo”.
Em seguida, o chefe do Executivo disparou:
“Por coincidência, estava aqui com o embaixador da Argentina [Felipe Solá] eu disse: O papa é argentino, mas Deus é brasileiro”.

No documento, o papa endossa o papel dos povos indígenas como guardiões da floresta.
Ele diz que “Às operações econômicas, nacionais ou internacionais, que danificam a Amazônia e não respeitam o direito dos povos nativos … há que rotulá-las com o nome devido: injustiça e crime.”
O posicionamento do papa vem logo após Bolsonaro ter proposto no último dia 5, um projeto de lei que propõe que as áreas indígenas sejam abertas à exploração de mineração, petróleo e agricultura, entre outras indústrias extrativas.
O texto, que será encaminhado ao Congresso Nacional é um dos temas perseguidos pelo chefe do Executivo desde o início do governo. O chefe do Executivo também já disse que o tamanho das terras indígenas demarcadas no país é “abusivo”.
O comentário do presidente Bolsonaro coincidiu com a visita do ex-presidente Lula ao papa nesta quinta-feira (13). O encontro foi registrado nas redes sociais do petista com a legenda: “Encontro com o Papa Francisco para conversar sobre um mundo mais justo e fraterno”.

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