Novo medicamento oferece esperança no tratamento do Alzheimer

Um novo medicamento que está em testes obteve resultados positivos em diminuir a progressão da demência em pacientes que sofrem de Alzheimer, além de reduzir as placas senis que degeneram a estrutura de neurônios e atrofiam regiões do cérebro.

A droga, desenvolvida por uma companhia japonesa, foi testada em 856 pacientes dos Estados Unidos, Europa e Japão. Essa é a primeira vez que um estudo realizado com um número expressivo de voluntários consegue apresentar resultados positivos contra os sintomas da doença.

Ao realizar comparações com pacientes que não foram submetidos à nova droga, os pesquisadores notaram que a perda de memória e a deficiência cognitiva foram 30% menores para as pessoas que participaram dos testes.

Ainda assim, os pesquisadores afirmam que o medicamento ainda não é capaz de vencer por completo a doença, que afeta 44 milhões de pessoas em todo o planeta. Até 2050, espera-se que esse número seja triplicado. Os cientistas seguirão com os testes para que a droga seja eficaz e aprofunde sua capacidade de combater a doença.

O Alzheimer ainda não é totalmente compreendido pela ciência. Apesar de a hereditariedade genética ter influência no desenvolvimento da doença, ainda não é possível afirmar com precisão os motivos que desencadeiam as manifestações das placas senis e dos emaranhados neurofibrilares (alterações que acontecem nos neurônios), que afetam gradativamente o funcionamento do cérebro e provocam desorientação, mudanças comportamentais e esquecimento.

Manter o cérebro ativo, no entanto, é recomendado para que os sinais da doença não se manifestem de maneira tão agressiva. Todas as atividades são válidas: uma pesquisa feita no Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas de Magdeburgo indicou que dançar pode ajudar pessoas mais velhas a reverter sinais de envelhecimento no cérebro e contribuir para a prevenção do Alzheimer.

Fonte: Revista Galileu

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