Vencedores do Nobel da Paz combatem a violência sexual como arma de guerra

Vencedores do Nobel da Paz são ativistas que combatiam a violência sexual como arma de guerra

Foto: Christian Lutz/AP

O anúncio dos vencedores do Nobel da Paz 2018, por esforços para acabar com o uso da violência sexual como arma de guerra e conflitos armados, foi feito nesta sexta-feira (5) em Oslo, na Noruega. O médioco Ginecologista Denis Mukwege e a ex-escrava sexual do grupo extremista Estado Islâmico Nadia Murad levaram o prêmio.

O homem de 63 anos, passou parte da vida adulta ajudando as vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo, na África, e lutando por seus direitos. Denis e sua equipe trataram cerca de 30 mil vítimas desses ataques, desenvolvendo grande experiência no tratamento de lesões sexuais graves.

Mukwege, financiado pela Unicef e outros doadores, montou um hospital com 350 leitos, uma unidade de atendimento móvel e um sistema para oferecer microcrédito para as vítimas reconstruírem sua vida.

Posso ver nas faces de muitas mulheres como estão felizes de serem reconhecidas”, falou Mukwege, que estava em cirurgia quando soube que tinha ganhado o prêmio.

Nadia Murad, de 25 anos, se tornou uma ativista dos direitos humanos da minoria yazidi após sobreviver a três meses de escravidão sexual imposta por integrantes do Estado Islâmico, no Iraque.

“Espero que ajude a levar justiça às mulheres que sofreram violência sexual”, disse Nadia.

Nadia liderou uma campanha para impedir o tráfico de pessoas e libertar o grupo étnico-religioso yazidis, que é composto por cerca de 400 mil pessoas.

Ela foi nomeada ,em 2016, embaixadora da Boa Vontade da ONU para a Dignidade dos Sobreviventes do Tráfico Humano.

 

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