Tufão deixa dezenas de mortos, mineiros presos nas Filipinas e milhões de deslocados na China

Tufão deixa dezenas de mortos, mineiros presos nas Filipinas e milhões de deslocados na China

Foto: REUTERS/Erik De Castro

A passagem do tufão Mangkhut deixou um sinal de caos e destruição no norte das Filipinas e no sul na China, onde ele segue para o norte e continua a causar desastres como a tempestade tropical.

Nas Filipinas, o número de mortos chega a 65, segundo a última apuração da Polícia Nacional. Além disso, mais de 50 mil pessoas tiveram de deixar as suas casas para se proteger. Já na China, o balanço é de 2 mortos, 213 pessoas feridas e mais de três milhões de deslocados.

As autoridades ordenaram a saída de mais de três milhões de pessoas de áreas de risco do sul do país e determinaram o retorno de dezenas de milhares de barcos aos portos. Também suspenderam os serviços de trem de alta velocidade e as aulas.

O tufão foi acompanhado de ventos de 170 km/h e rajadas de até 260 km/h quando passou pelas Filipinas, na madrugada do último sábado (15). O Mangkhut, que é o tufão mais poderoso dos últimos cinco anos a atingir o país, ocasionou fortes chuvas, inundações, ondas de até seis metros e causou o deslocamento de milhares de pessoas.

Os deslizamentos de terra soterraram uma mina e quatro barracões onde viviam os mineradores na cidade de Itogon, no norte das Filipinas. As autoridades locais iniciaram uma operação de busca e resgate de sobreviventes no local, que foram retomadas nessa segunda-feira (17).

Dois mineradores conseguiram fugir do deslizamento de terra arrastando-se por um túnel da mina, instalação que segundo as autoridades estava fechada desde 2009, embora alguns trabalhadores a explorassem de maneira ilegal.

“Pensaram que a área era segura e a transformaram em um centro de evacuação para si próprios. As autoridades tentaram convencê-los de que se fossem embora, mas rejeitaram o aviso”, explicou o prefeito em declarações a uma rádio local.

Na china

Segundo o jornal “South China Morning Post” nesta segunda, a cidade ficou durante 10 horas com o alerta de advertência mais alto, enquanto “os edifícios mais altos balançavam, as janelas se quebravam e os andaimes se soltavam dos arranha-céus”. Também houve queda de árvores e áreas inundadas com água na altura da cintura.

O transporte público foi interrompido, assim como quase 900 voos do Aeroporto Internacional de Hong Kong.

Em Macau, todos os cassinos foram fechados , 20 mil casas ficaram sem energia elétrica, várias estradas foram alagadas e pelo menos 17 pessoas ficaram feridas. Outras cidades como Shenzhen e Zhuhai também sofreram com o caos. Em Shenzhen, ondas gigantescas inundaram um hotel à beira-mar.

– Próximos passos

O tufão continua se movimentando para o noroeste da China, com uma força cada vez menor, afetando as províncias e regiões de Guangxi, Yunnan e Guizhou.

Na província de Guanxi, 228 mil pessoas foram levadas para abrigos e 98 voos foram cancelados em Nanning, a capital da região.

Espera-se que a tempestade tropical se enfraqueça quando passar pela região que faz fronteira com Vietnã, Laos e Mianmar.

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