Portugal declara alerta por crise energética e mobiliza militares

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Portugal declara alerta por crise energética e mobiliza militares

Foto: Rafael Marchante/Reuters

O governo de Portugal anunciou, nesta terça (16), situação de alerta provocada pela greve de transportadoras que começou na segunda-feira (15). A medida permite mobilizar militares e forças de segurança para garantir o abastecimento.

De acordo com informações do  jornal local “Público”, 40% dos postos estão sem combustível.

A declaração de alerta também obriga os motoristas de veículos pesados a ajudarem com o transporte de combustíveis, se forem solicitados pelas autoridades, e dá prioridade às forças de emergência e segurança na hora de reabastecer.

Aeroportos sofrem com a falta de combustível:

A greve está causando impacto especialmente nos aeroportos, entre eles o de Lisboa, que deixou de receber combustível ao meio-dia desta quarta (17). O aeroporto de Faro, no sul do país, está utilizando as reservas de emergência.

“Nos dois aeroportos, onde o fornecimento de combustível não foi garantido, atingimos níveis críticos de reservas de combustível para o reabastecimento de aeronaves”, afirma o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, de acordo com a Reuters.

A administração aeroportuária ANA admitiu que a situação poderia afetar as operações aéreas.

Greve:

A greve, que começou na segunda e se prolongará por tempo indeterminado foi convocada pelo Sindicato Nacional de Transportadoras de Mercadorias Perigosas. O sindicato exige a criação de uma categoria profissional específica para estes trabalhadores.

Antes das medidas excepcionais, o governo português já havia aprovado, em conselho de ministros, a chamada “requisição civil” — um instrumento legal que permite “blindar” operações mínimas para garantir o funcionamento dos serviços essenciais.

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