Mantendo distanciamento social, protesto acusa Netanyahu de destruir democracia em Israel

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Usando máscaras, agitando bandeiras negras e mantendo-se a dois metros de distância uns dos outros, milhares de israelenses se manifestaram contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, enquanto enfrentavam restrições rígidas por causa do coronavírus neste domingo.

Os protestos não estão proibidos em Israel, contanto que os participantes usem máscaras e seja observada a norma do distanciamento social para evitar a transmissão da Covid-19, e foi isso o que aconteceu no domingo (19) à noite, com a ocupação da Praça Rabin, em Tel Aviv.

As manifestações, identificadas pela bandeira negra e sob o lema “Salvem a democracia”, ganharam força em março, quando uma carreata com centenas de veículos cruzou Jerusalém para protestar contra medidas consideradas antidemocráticas de combate ao vírus, incluindo a aprovação do rastreamento de civis por telefone.

Mantendo distanciamento social, protesto acusa Netanyahu de destruir democracia em Israel

Foto: CORINNA KERN / REUTERS

Os manifestantes afirmam que Netanyahu tem enfraquecido o sistema de freios e contrapesos da democracia israelense.

Isto acirrou-se com a emergência sanitária, que levou à aprovação de medidas de exceção, que, de acordo com os manifestantes, ameaçam direitos individuais e de privacidade.

“É assim que as democracias morrem no século XXI, ” afirmou Yair Lapid, presidente do partido político centrista Yesh Atid, em seu discurso:

” Elas não morrem porque os tanques invadem o Parlamento, mas morrem por dentro.”

Gonen Ben Itzhak, outro organizador do protesto, afirmou  que Netanyahu “transformou a palavra ‘democracia’ em uma palavra de esquerda” e que Israel está passando por processos antidemocráticos semelhantes aos que ocorreram na Hungria e na Turquia.

A manifestação incluiu uma rara aliança entre centristas e esquerdistas judeus e árabes de Israel.

Netanyahu, que nega qualquer irregularidade, está sob acusação criminal em três casos de corrupção. Ele também está negociando um acordo de compartilhamento de poder com seu rival Benny Gantz para formar um governo de coalizão que encerraria um ano de impasse político após três eleições inconclusivas.

Os manifestantes do “Salvem a democracia” pediram ao partido centrista Azul e Branco, de Gantz, que não se juntasse a uma coalizão liderada por um primeiro-ministro sob julgamento por corrupção.

Os líderes da Yesh Atid-Telem, Yair Lapid e Moshe Ya’alon, acusaram Netanyahu de destruir a democracia israelense e disseram que Gantz, ex-aliado contra o premier, estava permitindo que isso acontecesse.

Lapid afirmou que, ao admitir formar uma coalizão com Netanyahu no mês passado, Gantz, que fez campanha por um governo sem Netanyahu, se tornara parte do problema.

“Estão contando histórias. Eles dizem: “Nós lutaremos internamente”. Você não luta de  dentro. Você não luta contra a corrupção internamente. Se você está dentro, você faz parte disso,” disse  Lapid.

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