Envio de petroleiros à Venezuela se torna novo foco de tensão entre EUA e Irã

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A relação entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo de tensão: a Venezuela.

Em plena pandemia, o país sul-americano sofre uma grave escassez de gasolina que tem agravado sua longa crise econômica, e o governo de Nicolás Maduro tem recorrido à ajuda de Teerã para obter combustível em troca de “toneladas de ouro”, de acordo com o Departamento de Estado americano.

O governo de Donald Trump impõe uma política de sanções que busca forçar a queda de Maduro, a quem acusa de ser um governante sem legitimidade. Essas medidas proíbem, por exemplo, a realização de negócios com a PDVSA, a petrolífera estatal venezuelana.

E é exatamente isso que o Irã, também sujeito a sanções dos EUA, está tentando fazer. Para o governo americano, o país persa é um dos “Estados patrocinadores do terrorismo”.

As tensões entre Washington e Teerã aumentaram nesta semana depois que se descobriu que diversos navios estariam a caminho da Venezuela transportando gasolina.

EUA x Irã como envio de navios petroleiros para a Venezuela se tornou o mais novo foco de tensão entre os dois países

Foto: Getty Images/ BBC

Uma autoridade americana afirmou à agência de notícias Reuters que os EUA estudavam como responder à estratégia que dribla suas sanções econômicas.

Na terça, o Tesouro americano aplicou medidas contra uma empresa chinesa ligada à companhia aérea iraniana Mahan Air, acusada pelos EUA de colaborar com o “terrorismo” e de transportar ouro venezuelano.

Embarcações militares dos EUA têm patrulhado as águas do Caribe, perto da rota provável dos cargueiros iranianos.

Mas o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou na terça (19) que pretende escoltar os navios iranianos quando estes entrarem na zona marítima econômica exclusiva do país.

“Eles serão escoltados por navios e aviões para recebê-los e dizer ao povo iraniano ‘obrigado por tanta solidariedade e cooperação'”, disse Padrino.

Por outro lado, uma agência de notícias vinculada ao governo do Irã afirmou que o ministro das Relações Exteriores, Mohamed Javad Zarif, escreveu uma carta ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertando que qualquer medida dos EUA contra sua remessa de combustível será considerada um ato de “pirataria” e teria consequências.

ONU:

A crise foi tema de debate no Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira (20).

O embaixador-adjunto da Rússia, Dmitry Polyansky, afirmou esperar que os Estados Unidos se deem conta do “risco de incidentes” ao mobilizarem sua força naval “em uma região perto da Venezuela onde petroleiros iranianos exercem atividade legal”.

Assista também:

OPERAÇÃO GEDEÓN – O que está por trás do grupo paramilitar que tentou invadir a Venezuela

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