Empresa israelense prepara exoesqueleto para ajudar idosos

Empresa israelense prepara exoesqueleto para ajudar idosos

Foto: Reprodução/ALEF News

Radi Kauf tinha 21 anos e servia o exército de Israel no Líbano, em 1988, quando levou três tiros nas costas. Uma das balas se alojou em sua coluna e o deixou paraplégico.

Ele usava cadeira de rodas até 2009, quando foi convidado pela empresa Rewalk Robotics, sediada na cidade de Yokneam Illit, em Israel, para se tornar “piloto de provas” de um exoesqueleto então em testes. Hoje, com a ajuda de muletas, usa o dispositivo para caminhar, subir e descer escadas. A informação foi divulgada pela ALEF News.

Radi, o piloto de provas do exoesqueleto (hoje na sexta versão, chamada Rewalk Personal 6.0), conta que passou anos tendo sonhos em que ficava em pé e caminhava. Sentia-se deprimido por não olhar os outros na altura dos olhos. “A paralisia não mexe só com as suas pernas, afeta muito a sua cabeça”, diz. Ele revela ter precisado de 20 horas de orientação e treino para começar a usar o exoesqueleto. Hoje, gostaria que houvesse uma versão menor, que ficasse por baixo das roupas.

A Rework, em parceria com a Universidade Harvard, trabalha agora numa versão flexível, com cabos ao redor das pernas o usuário, a ser apresentada no primeiro trimestre de 2019. Se der certo, poderá ser aprimorada e ganhar versões para idosos com dificuldade de locomoção, vítimas de derrame e pessoas com esclerose múltipla, Doença de Parkinson e paralisia cerebral.

O fundador da companhia é Amit Goffer, que já havia criado e vendido um primeiro negócio de equipamento médico quando sofreu um acidente de carro, em 1997. Em 1999, começou a construir na garagem de casa o primeiro protótipo do exoesqueleto, que ficou pronto em 2001. Em 2014, o dispositivo ganhou aprovação da FDA, agência que fiscaliza venda de produtos de saúde nos Estados Unidos. Após essa conquista, em 2015, Goffer se aposentou.

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