Filhote de raia achada morta e retalhada no litoral de São Paulo será a 1ª a ser estudada no Brasil

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Filhote de raia achada morta e retalhada no litoral de São Paulo será a 1ª a ser estudada no Brasil

Foto: Divulgação/Mantas do Brasil

Uma raia-manta fêmea foi achada morta e retalhada em Ilha Comprida,  litoral de São Paulo.

A raia é a primeira da espécie, ameaçada de extinção, a passar por uma necropsia no Brasil, o que deve contribuir para a pesquisa sobre a incidência desses gigantes.

“É o primeiro material biológico do Brasil. Nunca tivemos um anima morto no Brasil que pudéssemos fazer a necropsia. Já morreram outros, mas quando ficamos sabendo já estava em decomposição. Nunca conseguimos ter um animal e ter as partes necessárias para uma pesquisa”, afirma a bióloga e oceanógrafa Ana Carolina Fornicola, do Mantas do Brasil.

Além da bióloga, outros pesquisadores como Carlos Eduardo Malavasi Bruno, anatomista em tubarões e raias, estão trabalhando na necropsia do animal. Eles estudam a carcaça e trabalham na coleta de DNA e de outros tecidos.

“Existem muitas coisas que não conhecemos. É um animal pouco estudado. Aqui no Brasil, não tem muita pesquisa exatamente porque ele é ameaçado de extinção. Não vamos matá-lo para estudar melhor. Por meio dessa necropsia, coletaremos vários fragmentos dos animais para sabermos mais sobre ele”, finaliza a bióloga.

O material será levado para instituições e poderá contribuir para a pesquisa sobre a incidência de raias gigantes na costa brasileira.

“Ela é relativamente pequena para a espécie, já que os animais podem ultrapassar oito metros de comprimento. Ela tem 2,05 metros e é uma fêmea. Provavelmente, era um filhote”, explica a bióloga.

“Provavelmente foi produto de pesca. Ela deve ter se enroscado em alguma rede. Depois, tiraram as nadadeiras peitorais, que é a parte que tinha mais carne, e descartaram. É o que a gente acredita que aconteceu”, afirma Ana Carolina.

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