Cientistas chineses editam DNA para tratar paciente com HIV

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Pela primeira vez, cientistas chineses conseguiram usar o método Crispr de edição de DNA para tentar curar uma pessoa que vive com o vírus HIV. O estudo foi publicado na revista “The New England Journal of Medicine”, na quarta-feira (11).

A equipe implementou no paciente células de sangue alteradas em laboratório para serem resistentes à infecção do vírus. Embora não tenham conseguido a cura para o HIV, o método se mostrou um avanço na pesquisa, de acordo com os cientistas.

Cientistas chineses editam DNA para tratar paciente com HIV

Foto: Maureen Metcalfe, Tom Hodge/CDC/AP

O método Crispr vem sendo amplamente usado em pesquisas de laboratório. Esse grupo de cientistas revelou ter usado esse método em embriões, levando ao nascimento de duas meninas gêmeas. A edição do DNA de embriões ainda é considerada arriscada demais, em parte porque as mudanças provocadas no genoma podem passar para futuras gerações.

A edição de genes altera permanentemente o DNA, o “código da vida” de um organismo. O método Crispr ainda é relativamente novo. Por meio dele, cientistas podem cortar um pedaço do DNA e inserir outro, em um ponto específico.

Um dos resultados mais estimulantes, segundo os pesquisadores, é que a edição do DNA não teve efeitos não desejados sobre outros genes do corpo.

A China está avançando rapidamente nesse tipo de pesquisa e pode chegar a tratamentos viáveis antes que outros países, como os Estados Unidos, segundo a pesquisadora.

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