Todos os estados e o Distrito Federal registraram protestos e paralisações contra cortes na educação

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Todos os estados e o Distrito Federal registraram, nesta quarta-feira (15), manifestações contra o bloqueio de recursos da educação anunciado pelo Ministério da Educação.

Todos os estados e o Distrito Federal registraram protestos e paralisações contra cortes na educação

Foto: Antônio Salaverry/Arquivo pessoal

Nesta manhã, houve atos em ao menos 149 cidades. Universidades e escolas também fizeram paralisações após convocação de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.

Greve:

Entidades ligadas a movimentos estudantis, sociais e a partidos políticos e sindicatos convocaram a população para uma greve de um dia contra as medidas na educação anunciadas pelo governo.

Bolsonaro  justificou, nesta quarta (15), os bloqueios orçamentários.

“Não existe corte, nós temos um problema que eu peguei um Brasil destruído economicamente. Então, as arrecadações não eram aquelas previstas (…) e, se não houver contingenciamento, eu vou de encontro com a lei de responsabilidade fiscal”.

Bolsonaro declarou que os manifestantes são “uns idiotas úteis, uns imbecis”:

No Texas, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que não gostaria de contingenciar verbas, mas que isso é necessário. Além disso, Bolsonaro declarou que os manifestantes são “uns idiotas úteis, uns imbecis”.

“A maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”.

MEC afirma estar ‘aberto a diálogo’ com instituições de ensino:

O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nesta quarta-feira (15), que está aberto ao diálogo com todas as universidades, para que, juntos, possam “buscar o melhor caminho para o fortalecimento do ensino no país”.

Nota do MEC:

“O ministro da Educação, Abraham Weintraub, recebeu diversos reitores de Institutos Federais e Universidades desde que tomou posse no dia 9 de abril. A pasta se coloca à disposição para debater sobre soluções que garantam o bom andamento dos projetos e pesquisas em curso”.

Na Rede Social, Bolsonaro afirma que Ministro da Educação mostra hipocrisia política no debate sobre cortes:

Principais Destaques:

  1. MEC bloqueou 24,84% dos gastos não obrigatórios dos orçamentos das instituições federais. Essas despesas incluem contas de água, luz e compra de material básico, além de pesquisas
  2. As verbas obrigatórias (86,17%), que incluem salários e aposentadorias, não serão afetadas
  3. Sindicatos e movimentos estudantis convocaram um dia de greve contra cortes de verbas que, segundo eles, podem paralisar as universidades
  4. O ministro interino da Economia, Marcelo Guaranys, afirmou que a arrecadação do governo foi abaixo do esperado e, por isso, foi feito o congelamento temporário de verbas
  5. O ministério anunciou que “está aberto ao diálogo” e que o ministro se reuniu com reitores de federais
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