Relatórios indicam que Vale sabia das chances de rompimento da barragem de Brumadinho desde 2017

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Relatórios indicam que Vale sabia das chances de rompimento da barragem de Brumadinho desde 2017

Foto: Washington Alves/Reuters

Dois relatórios da mineradora Vale, um de 2017 e outro de 2018, confirmam que a mineradora sabia dos riscos de rompimento da barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, Brumadinho, Minas Gerais.

O relatório interno de 2017 mostra que a barragem, já naquela época, tinha uma chance de colapso duas vezes maior que o nível máximo de risco individual tolerável.

Outro relatório, de outubro de 2018, indicava que além de ter duas vezes mais chances de se romper do que nível máximo tolerado pela política de segurança da empresa, a barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, estava em uma “zona de atenção”.

As informações foram publicadas pela agência de notícias Reuters e confirmada por fontes ligadas à investigação.

Em nota, a mineradora Vale afirma que não existe em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido, qualquer menção a risco de colapso iminente da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Além disso, a mineradora explica que “a barragem possuía todos os certificados de estabilidade e seguranças nacionais e internacionais”. A nota da mineradora afirma também que a barragem “estava dentro do limite de risco”.

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais,  na segunda-feira (11), que além da Mina Córrego do Feijão, outras 8 barragens da Vale estão em zona de atenção.Todas as barragens estão situadas em áreas próximas a núcleos urbanos.

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