Polícia Civil de MG não descarta sabotagem de ex-funcionário de cervejaria

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A Polícia Civil de Minas Gerais trabalha com a possibilidade de um ex-funcionário da Cervejaria Backer estar envolvido na contaminação da cerveja Belorizontina com a substância tóxica dietilenoglicol.

Segundo a polícia, um supervisor da empresa registrou boletim de ocorrência, em 19 de dezembro de 2019, após um funcionário ter sido demitido, por crime de ameaça, mas a pessoa não voltou à delegacia para representar pela continuidade da ação penal.

“A Polícia Civil não descarta nenhuma possibilidade”, disse em nota no domingo. Até o momento, não foram encontradas evidências da participação desse ex-funcionário no caso.

Polícia Civil de MG não descarta sabotagem de ex-funcionário de cervejaria

Foto: Cristiane Mattos/O Tempo

Cerca de dez pacientes foram identificados com síndrome nefroneural em possíveis casos decorrentes da contaminação por cerveja em Belo Horizonte, um deles morreu.

A Backer sustenta que o dietilenoglicol não é usado no seu processo de produção, mas um laudo preliminar da polícia identificou a substância em duas amostras de cerveja Belorizontina, dos lotes L1 1348 e L2 1348.

Em nota, a Polícia Civil informou que os peritos do Instituto de Criminalística realizaram análises de amostras de cerveja produzida pela Backer durante todo o sábado e que também estão sendo realizados exames no material que foi recolhido na cervejaria durante perícia na quinta-feira. Os laudos devem ficar prontos nos próximos dias.

O Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa) decidiu interditar, na sexta-feira (10), a Cervejaria Backer.

De acordo com o Mapa, também foram apreendidos 16 mil litros de cerveja. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também suspendeu preventivamente a distribuição e comercialização de dois lotes da Belorizontina e determinou o recolhimento do produto. A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial de sexta-feira.

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