João de Deus se entrega à polícia e presta depoimento

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João de Deus disse que atendimentos eram coletivos em depoimento de sete páginas, diz polícia

Foto: Vitor Santana/G1

A Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira (17)  detalhes do depoimento do médium,  suspeito de abusar sexualmente de mulheres durante atendimentos espirituais.

De acordo com o delegado, André Fernandes, o interrogatório resultou em sete páginas.

“Ele apresenta a versão de cada fato e não confessa a prática destas ações. Durante o depoimento, o comportamento dele foi de negação das acusações, agindo de forma natural, respondeu a todas as perguntas e compreendeu as acusações a ele imputadas. Ele afirma que todos que iriam naquela casa era de forma voluntária, espontânea, que os atendimentos eram coletivos e que não havia estes abusos”, afirma André Fernandes.

Ao todo, 15 mulheres foram ouvidas pela Polícia Civil. O delegado afirma que os relatos de abusos durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, são muito contundentes.

“O interrogatório não consegue superar as denúncias, as oitivas das mulheres que narraram de forma tão segura e detalhada o que viveram. Somado com outras provas que a polícia terá até o fim das investigações, o Poder Judiciário terá vastas informações”, disse o delegado.

João de Deus deve ser ouvido novamente. “Vamos confrontar o que ele falou com as provas que temos e com os depoimentos colhidos e analisar tudo. Devemos ouvir ele uma segunda vez, mas primeiro precisamos fazer esses comparativos”, explicou.

O delegado Waldemir Pereira,  também acompanhou o depoimento de João de Deus e disse que ele se manteve tranquilo na maior parte do tempo. Porém, ao falar de uma vítima de quem se lembrava o médium se mostrou nervoso.

O delegado  deve se encontrar nesta segunda-feira (17) com o Ministério Público, que também montou uma força-tarefa para apurar os casos e já recebeu mais de 300 denúncias contra João de Deus.

Prisão

João de Deus teve a prisão decretada, na sexta-feira (14), a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual de Goiás. O médium se entregou à polícia em uma estrada de terra em Abadiânia, no domingo (16). Ele foi levado para Goiânia e, após prestar depoimento, encaminhado ao Instituto Médico Legal  para exame de corpo de delito.

Durante o depoimento  houve uma pane elétrica na delegacia. De acordo com o delegado André Fernandes, a interrupção não passou de um minuto, mas causou a explosão de um aparelho de ar condicionado. Segundo o investigador, o curto circuito fez com que computadores e outras máquinas travassem, mas logo voltaram a operar normalmente.

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