INSS anula nomeação de servidor que tingiu pele para fraudar sistema de cotas de concurso

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Nesta segunda-feira (10), foi publicada no Diário Oficial da União, a Portaria 1.322, que tornou sem efeito a nomeação de Lucas Soares Fontes. Servidor do INSS em Juiz de Fora, Minas Gerais, Lucas é acusado de ter fraudado o sistema de cotas de um concurso público para técnico do seguro social realizado em 2016.

INSS torna sem efeito nomeação de servidor que tingiu pele para fraudar sistema de cotas de concurso

Foto: Reprodução de TV

O homem teria tingido a pele e usado lentes de contato para poder concorrer a vagas destinadas a candidatos declarados negros. Lucas foi aprovado e assumiu o posto em 2017, mas foi afastado no último dia 24.

Após um ano e meio depois, uma denúncia anônima o acusou de fraudar o processo seletivo, o que resultou na investigação. A portaria que trata do afastamento do servidor foi assinada pelo presidente do INSS, Renato Rodrigues Vieira.

A fraude:

Segundo uma reportagem exclusiva exibida no “Fantástico”, da TV Globo, no último domingo (9), Lucas, de 24 anos, que tem pele branca e olhos claros, teria tingido a pele e usado lentes escuras também quando foi prestar depoimento sobre o caso na Polícia Federal.

Em entrevista ao programa, Lucas contestou as conclusões das investigações e disse ser conhecido como “moreno”. Ele afirmou ainda que a foto usada para participar do processo seletivo havia sido feita após o verão, o que justificaria o tom de pele visto na foto.

No edital do concurso do INSS de 2016, os candidatos deveriam enviar uma foto para comprovar o fenótipo de uma pessoa negra ou parda. A banca organizadora da seleção, o Cebraspe, reconheceu que ele tinha o aspecto físico de negro.

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