Incêndio destrói o Museu Nacional, o maior acervo da América Latina

Incêndio destrói o Museu Nacional, o maior acervo da América Latina

Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Um incêncio destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio de Janeiro, na noite deste domingo. A instituição de 200 anos foi residência das famílias real portuguesa e imperial brasileira e guardava mais de 20 milhões de itens históricos e científicos, entre eles, estava o crânio de Luzia, o fóssil mais antigo das Américas e tesouro arqueológico nacional, fósseis de dinossauros e múmias trazidas do Egito por D. Pedro II.

Os bombeiros precisaram pedir caminhões-pipa para auxiliar no combate ao incêndio. A falta de água e pressão em hidrantes próximos ao local atrasou o trabalho em cerca de 40 minutos. Foi necessário retirar água do lago que fica na Quinta da Boa Vista para ajudar no controle das chamas. Não houve feridos.

O prédio tinha más condições de conservação devido a falta de recursos e não havia um sistema capaz de combater o incêndio e de proteger o acervo. A instituição deveria receber um repasse anual de R$ 550 mil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que passa por uma crise financeira. Há três anos, o museu só tem recebido 60% deste valor. A Polícia Federal investiga se o incêndio foi criminoso ou não.

Desde a manhã desta segunda-feira (3) manifestantes protestam no portão do museu. A Defesa Civil não vê risco de desabamento, mas recomendou interdição do prédio.

Segundo funcionários, dois meteoritos resistiram às chamas. Um deles é o Bendegó, o maior siderito já encontrado em solo brasileiro. A direção do museu ainda não sabe precisar o quanto foi perdido no incêndio. Equipes continuam trabalhando no local.

 

 

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