Greve na Argentina provoca cancelamento de voos no Brasil

Greve na Argentina provoca cancelamento de voos no Brasil

Foto: REUTERS/Marcos Brindicci/

Empresas aéreas que operam no Brasil cancelaram todos os seus voos com origem ou destino a Buenos Aires nesta terça-feira (25) por conta da greve geral que ocorre na Argentina.

Em São Paulo, são 38 voos cancelados até o momento segundo a assessoria de imprensa do Aeroporto de Guarulhos.

A Latam, por meio de nota, informa que “em razão de uma paralisação nacional na Argentina anunciada para terça-feira, a operação de/parabem como os voos internos no país, foram cancelados”. Os passageiros que tenham comprado passagem para esse dia podem reprogramar seus voos, segundo a companhia.

A Aerolíneas Argentinas também afirma que cancelou todos os voos desta terça-feira. Os passageiros poderão reprogramar as viagens ou devolver suas passagens.

O mesmo vale para todo os voos da GOL com origem ou destino ao país neste dia 25. “Os passageiros impactados por estes cancelamentos poderão procurar a companhia para remarcar suas viagens, sem a cobrança de taxas e de acordo com a disponibilidade. Ou ainda, solicitar reembolso ou crédito integral de suas passagens”, diz a nota da empresa.

A Azul acrescentou que os voos AD8762 (Belo Horizonte-Buenos Aires) AD8763 (Buenos Aires-Belo Horizonte), AD8754 (Porto Alegre-Rosário) e AD8755 (Rosário- Porto Alegre) na data de hoje (25) foram cancelados. A companhia disse ainda que está prestando toda a assistência necessária aos clientes, conforme a resolução 400 da Anac.

Motivo da paralisação

A paralisação foi convocada pelas principais centrais sindicais argentinas e afeta transportes públicos, aeroportos e bancos no país. O objetivo é protestar contra as medidas econômicas anunciadas pelo presidente Mauricio Macri, que discusará na 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Macri negociou uma linha de crédito de US$ 50 bilhões (aproximadamente 206,6 bilhões de reais) junto Fundo Monetário Internacional,FMI. Desse total, US$ 15 bilhões já foram utilizados para conter a corrida cambial de maio. O resto seria liberado a cada três meses, sempre e quando a Argentina cumprisse as metas acordada.

Desde o início do ano, o peso argentino perdeu metade de seu valor; a inflação prevista para 2018 é de 42% e o país está em recessão.

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