Ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes, é alvo de mandado de prisão na Lava Jato

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O ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes é alvo de mandado de prisão preventiva em um desdobramento da Lava Jato nesta terça-feira (19). A suspeita é que ele tenha ajudado na fuga de Dario Messer, o doleiro dos doleiros. Messer está preso desde julho.

A decisão é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal fluminense, e Cartes terá o nome inserido na Difusão Vermelha da Interpol — a lista de procurados distribuída em aeroportos do mundo todo.

Ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes, é alvo de mandado de prisão na Lava Jato

Foto: Eric Piermont/AFP

A decisão afirma que, em junho de 2018, quando estava foragido, Messer mandou uma carta ao ex-presidente do Paraguai pedindo US$ 500 mil para cobrir gastos jurídicos.

O valor, de acordo com Bretas, foi repassado ao doleiro por intermédio de Roque Fabiano Silveira, um dos procurados desta terça.

Operação Patrón:

A operação, batizada de Patrón, é um desdobramento da Câmbio Desligo. Em espanhol, a palavra significa “patrão” e é o termo reverencial com que Messer se referia a Cartes. O ex-presidente paraguaio é amigo da família Messer.

A ação tem como alvos pessoas que o ajudaram a fugir ou a ocultar seu patrimônio.

A ação visa a cumprir mandados judiciais no Rio, em Búzios, em São Paulo e em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai.

‘Hermano de alma’

A força-tarefa da Lava Jato afirma que Dario Messer é amigo de longa data de Horacio Cartes.

“O relacionamento da família Messer com a família Cartes se iniciou na década de 80, quando Dario fundou a Cambios Amambay SRL — atual Banco Basa –, tendo como acionista majoritário o pai do ex-presidente”, escreveu Bretas na decisão.

Ainda de acordo com o MP e a PF, na década de 90, Horacio e Dario adquiriram uma fazenda juntos.

Em 2016, em um evento público, Horacio — já como presidente — declarou que Dario seria seu “irmão de alma” (“hermano de alma”).

Doleiro dos doleiros:

Messer estava foragido desde maio de 2018, quando foi deflagrada a Operação Câmbio Desligo. A investigação descobriu que doleiros movimentaram US$ 1,6 bilhão em 52 países.

Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou um pedido de liberdade a Messer.

O doleiro responde a inquéritos policiais desde o fim dos anos de 1980. Neste período, movimentou dinheiro de forma suspeita de políticos, empresários e criminosos.

A investigação identificou que ele ocultou US$ 17 milhões em Bahamas e outros US$ 3 milhões pulverizou no Paraguai através de doleiros, casas de câmbio, empresários, políticos e uma advogada.

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