Eike revela que manipulava mercado com ajuda de seis bancos

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +
Spread the love

O ponto chave da delação de Eike Batista, fechada na última  segunda (23) com a PGR depois de uma longa negociação, são os bancos.

Provavelmente, a colaboração de Eike “morreria na praia” se ele não falasse sobre as operações que fazia com JP Morgan, Goldman Sachs, BTG Pactual, ItaúBBA, Morgan Stanley e Credit Suisse.

Eike revela que manipulava mercado com ajuda de seis bancos

Foto: Michel Filho | Agência O Globo

E o que Eike Batista revelou no acordo fechado ontem pelos advogados Rodrigo Mudrovitsch e Victor Rufino e que será assinado até sexta-feira?

Eike  detalhou operações irregulares com esses bancos no valor total de cerca de US$ 1 bilhão. As irregularidades foram feitas feitas num longo período — tanto no seu auge, quando chegou a ser a sétima maior fortuna do mundo, como nos anos de derrocada do império X.

Por meio de uma operação financeira conhecida no mercado por P-notes, Eike comprava e vendia no exterior ações do seu grupo sem se identificar. Assim, podia fraudar e manipular o mercado, utilizar-se de inside informations e outras irregularidades.

O empresário não envolveu os presidentes destes seis bancos na delação. Contou aos procuradores apenas os nomes dos diretores que participavam, na outra ponta, das operações. O que não significa que os CEOs não possam sofrer consequências, pois a partir da homologação da delação é que as investigações sobre os ilícitos começarão.

Eike, em sua delação conta apenas as operações de que participou ou autorizou. Mas há também a suspeita, por parte dos procuradores, que executivos de Eike Batista tenham feito para si próprios as mesmas operações com as P-notes.

Share.

About Author

DEIXE SEU COMENTÁRIO