22 integrantes da facção de São Paulo são transferidos para presídios federais

22 integrantes da facção de São Paulo são transferidos para presídios federais

Foto: Heloise Hamada/TV Fronteira

Os governos federal e de São Paulo começaram nesta quarta-feira (13) a transferência de Marcos Camacho, o Marcola, e mais 21 integrantes de uma facção criminosa para presídios federais.

Os presos  vão ser transferidos para presídios federais em Brasília, Mossoró e Porto Velho. A permanência nos presídios federais é de 360 dias. Nos primeiros 60 dias, os integrantes da facção ficarão no Regime Disciplinar Diferenciado.

Comboio com oito carros, escoltados por policiais federais, chegou ao presídio federal de Brasília às 14h24.

A transferência ocorre após o governo de São Paulo ter descoberto um plano de fuga para os chefes e ameaças de morte ao promotor que combate a facção no interior de São Paulo.

A facção atua dentro e fora dos presídios brasileiros e internacionalmente.

Transferência:

Às  7h50, o trânsito de acesso ao Aeroporto Estadual de Presidente Prudente foi fechado para a operação de transferência. Os presos saíram da penitenciária às 8h30 em carros da Secretaria de Administração Penitenciária e o primeiro avião da Força Aérea Brasileira  pousou às 9h.

A operação estava sendo planejada em sigilo desde o mês passado.

Nesta quarta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto autorizando a presença das Forças Armadas em um raio de 10 kms dos presídios de Porto Velho e de Mossoró.

Também nesta quarta, o governo federal publicou uma portaria com regras mais rigorosas para visitas a presos. A portaria é assinada po Sérgio Moro, ministro da justiça.

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirma que “a operação é a primeira ação realizada com a participação da Secretaria de Operações Integradas criada na atual estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública”.

“Os presos, líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), custodiados em São Paulo, estão sendo transferidos com a escolta do Departamento Penitenciário Federal (Depen) e da Polícia Militar de São Paulo para as penitenciárias federais. O isolamento de lideranças é estratégia necessária para o enfrentamento e o desmantelamento de organizações criminosas. O trabalho integrado conta com a atuação da Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, Força Aérea Brasileira (FAB), Exército Brasileiro, Coordenação de Aviação Operacional e Comando de Operações Táticas da Polícia Federal, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O trabalho também envolve ações de inteligência em conjunto com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A transferência ocorre em cumprimento à decisão da Justiça do Estado de São Paulo após pedido do Ministério Público de São Paulo”, explica o texto.

Em  nota, o Ministério Público, confirmou que solicitou à Justiça, em novembro de 2018, que detentos ligados a facção criminosa em Presidente Venceslau fossem transferidos.

“Na semana passada, o Poder Judiciário acolheu o pedido do MPSP. Após a decisão judicial, a Secretaria da Segurança Pública, a Secretaria da Administração Penitenciária, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e o Ministério da Justiça tomaram as medidas cabíveis para a transferência de 22 presos, que está ocorrendo nesta quarta-feira (13/02)”, afirma  o texto.

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou que “o estado de São Paulo não será refém do crime”.

“Nós preparamos muito bem para a execução desta medida por 51 dias e a negociação começou antes ainda de assumirmos o governo com o governo federal”, disse Doria

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