Grupo de pessoas é atacado por abelhas na Barra da Tijuca
Enviado: 03/11/17 16:00 | Atualizado: 03/11/17 16:26

Várias pessoas foram atacadas por um enxame de abelhas, próximo ao Canal de Marapendi, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. As vítimas estavam em uma balsa quando milhares de insetos começaram a distribuir ferroadas. O apicultor que fez a retirada da colmeia contou que lá havia aproximadamente 80 mil abelhas.

A gerente administrativa Elisângela Lopes foi perfurada por 280 ferrões. Ela estava no píer aguardando e, durante o ataque, tentou se proteger com plástico, mas os insetos conseguiam perfurar até a sua roupa.

"Eram muitas furadas, muitas picadas. Ali eu achei que ia morrer. Todo mundo começou a se jogar na água e eu, sem saber nadar, me joguei no canal porque era uma tentativa para me salvar. Ainda assim, cada vez que eu voltava a superfície elas me picavam mais”, contou Elisângela.

O encarregado de manutenção Mauro Sérgio, que tomou 396 picadas e desmaiou três vezes após o ataque, conta que, na hora ninguém sabia o que fazer. “Fui um dos últimos a entrar na água, porque a minha colega não sabia nadar e a gente tentou o máximo possível jogar a balsa para o raso para pular na água e se salvar. Mas mesmo assim a gente mergulhava para não sermos atacados. Mas quando a gente subia elas atacavam”, explicou.

O condutor da balsa foi mais um que achou que não iria resistir. “Fiquei com bastante medo. Eram várias picadas e eu tentava proteger mais o olho. Porque eu tentava navegar e não conseguia. Aí teve uma hora que tive que falar para todo mundo pular na água, senão a gente ia morrer”, revelou.

Desequilíbro ambiental

A região tem outras colmeias. Pelo menos duas foram encontradas pela equipe de reportagem no caminho das balsas. Um apicultor conta que as abelhas não atacam sem motivo. Se isso acontece, é porque elas se sentem ameaçadas.

“Elas se comunicam através de um feromônio. Então elas têm feromônio para tudo. Elas se sentiram incomodadas, soltaram esse feromônio lá dentro e imediatamente saíram para o ataque e só param de atacar a vítima quando não há mais batimentos cardíacos”, contou o apicultor Marcelo Miranda.

Ele revelou que tem recebido muitos chamados e que os problemas acontecem porque há um desequilíbro na natureza. As abelhas acabam não tendo onde construir as suas colmeias e ficam cada vez mais perto das casas.

* Com informações do RJTV

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