UPPs receberão orçamento anual restrito de R$ 10 mil

<p>Os sinais da decadência no Estado do Rio não param, principalmente quando a questão é Segurança Pública. A previsão de um repasse de apenas R$ 10 mil, ao longo de todo o ano, para a manutenção das Unidades de Polícia Pacificadora da Polícia Militar (UPPs) foi encarada com tristeza, mas também com conformação pela PM. <br /><br />A tesourada no orçamento do estado para 2018 prevê o corte de quase 10% previsto para a corporação, que já se encontra em situação precária e enfrenta dificuldades no patrulhamento. Em números, foi aprovado um corte de R$ 500 milhões.<br /><br />Além de estruturas abandonadas, viaturas quebradas, a Policía Militar possui várias unidades que apresentam problemas de conservação e têm número insuficiente de policiais e veículos.</p>
<p>A origem da crise nas UPPs não vem de hoje, mas ganhou um forte impulso no último dia 5, quando o governador Luiz Fernando Pezão sancionou um projeto de lei, do deputado Dionísio Lins (PP), que passa para os batalhões da PM a responsabilidade pelo efetivo das UPPs, antes a cargo do Comando de Polícia Pacificadora. <br /><br />Ou seja, um comandante de um batalhão pode retirar todos os policiais lotados numa UPP para reforçar sua tropa. Lançado em 2008, o programa das UPPs chegou a ser celebrado como uma revolução na segurança pública do estado. Foi implantado em 38 comunidades, baixou estatísticas de criminalidade e recebeu muitos elogios e  investimentos. Porém, agora, faz parte de um passado. </p>
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