Relatório da Unesco sobre água propõe soluções baseadas na natureza

<p>A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (Unesco) lan&ccedil;a nesta segunda-feira (19) o "Relat&oacute;rio Mundial das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos H&iacute;dricos 2018", durante o F&oacute;rum Mundial da &Aacute;gua, em Bras&iacute;lia. A edi&ccedil;&atilde;o incentiva a busca por solu&ccedil;&otilde;es baseadas na natureza, que usam ou simulam processos naturais para contribuir com o aperfei&ccedil;oamento da gest&atilde;o da &aacute;gua no mundo.</p>
<p>O documento mostra que apesar da dissemina&ccedil;&atilde;o das tecnologias que envolvem a conserva&ccedil;&atilde;o ou a reabilita&ccedil;&atilde;o de ecossistemas naturais, esses processos correspondem a menos de 1% do investimento total em infraestrutura para a gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos. <br /><br />&ldquo;O que acontece, muitas vezes, &eacute; que, por facilidade, praticidade ou falta de conhecimento, ningu&eacute;m pensa que se pode utilizar a natureza para gerenciar, por exemplo, enchentes ou prevenir um caso de seca. E, no entanto, o que a gente quer nesse relat&oacute;rio &eacute; mostrar que n&atilde;o &eacute; preciso necessariamente construir grandes obras de infraestrutura para melhorar a gest&atilde;o da &aacute;gua&rdquo;, afirmou Angela Ortigara,&nbsp;oficial do Programa Mundial de Avalia&ccedil;&atilde;o de Recursos H&iacute;dricos da Unesco.<br /><br /><span style="text-decoration: underline;"><strong>Desafios</strong></span><br />De acordo com o relat&oacute;rio, as solu&ccedil;&otilde;es baseadas na natureza apoiam a &ldquo;economia circular&rdquo;, aquela considerada restauradora e regenerativa, que busca reduzir os desperd&iacute;cios e evitar a polui&ccedil;&atilde;o, inclusive por meio do reutiliza&ccedil;&atilde;o e da reciclagem.&nbsp;</p>
<p>A degrada&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas &eacute; uma das principais causas dos desafios relativos &agrave; gest&atilde;o da &aacute;gua. O relat&oacute;rio estima que, desde 1900, entre 64% e 71% das zonas &uacute;midas de todo o mundo foram perdidas devido &agrave;s atividades humanas. Todas essas mudan&ccedil;as t&ecirc;m gerado impactos negativos na hidrologia.<br /><br /><span style="text-decoration: underline;"><strong>Temer participa de abertura</strong></span><br />O presidente Michel Temer participou da abertura do do 8&ordm; F&oacute;rum Mundial da &Aacute;gua, nesta segunda-feira (19). Ele afirmou que o governo trabalha em um projeto de lei cujo objetivo &eacute; modernizar o marco regulat&oacute;rio do saneamento b&aacute;sico, por&eacute;m, sem detalher a proposta. "Assegurar &aacute;gua &eacute; assegurar dignidade. Esse &eacute; o prop&oacute;sito que naturalmente nos re&uacute;ne em Bras&iacute;lia", discursou Temer.<br /><br /><br /><strong>Leia tamb&eacute;m:</strong><br />- <strong><a href="../notas/brasilia-sedia-8o-forum-mundial-da-gua-sabado">Bras&iacute;lia sedia "8&ordm; F&oacute;rum Mundial da &Aacute;gua"</a></strong></p>

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