Conexões IRÃ-VENEZUELA e a realidade do terrorismo na América Latina

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +
Spread the love

Fernando Montenegro fala a sobre as conexões do Irã com a Venezuela e o terrorismo na América Latina.

O Hezbollah é uma força paramilitar responsabilizada por atentados terroristas em vários países. Essa força é patrocinada pelo governo iraniano e com ramificações em segmentos extremistas de comunidades muçulmanas em vários países.

As origens do Hezbollah remontam a fevereiro de 1979, quando o Xá Reza Pahlavi foi derrubado pela revolução iraniana que transformou o país de uma monarquia autocrática pró-ocidente em uma república islâmica teocrática comandada pelo Aiatolá Khomeini.

Em 1979, Saddam Hussein assumiu o governo do Iraque. No ano seguinte, a guerra Irã-Iraque se iniciou e se estendeu até 1988. Em 1992, uma caminhonete carregada de explosivos, conduzido por um suicida do Hezbollah, atingiu a embaixada de Israel em Buenos Aires.

Em 1994, também Buenos Aires, o Hezbollah desencadeou o mais violento ataque terrorista registrado na América Latina. Uma explosão matou 85 pessoas e feriu mais de 300 civis na Associação Mutual Israelita Argentina, conhecida como AMIA.

O ataque ocorreu após o governo argentino suspender um contrato de transferência de tecnologia nuclear para o Irã.

Desde 2000 o regime Chavista acolheu iranianos e o Hezbollah na Venezuela. Vários vôos fretados sem escalas e com listas de passageiros não divulgadas passaram a ocorrer entre Caracas e Teerã.

Essa postura provocou uma simbiose entre terroristas do Hezbollah e as FARC. Células estabelecidas em toda a região se conectaram as redes de narcotráfico para lavar dinheiro e arrecadar fundos para a causa gerradista.

Entre 2005 e 2013, o engenheiro Mahmoud Ahmadinejad governou o Irã. Nesse período foram estreitados os laços com russos e com a ditadura bolivariana de Hugo Chávez.

O General Suleimane, que era o principal o padrinho do Hezbollah, teria administrado empresas de fachada na Venezuela para realizar lavagem de dinheiro e encobrir operadores do Hezbollah na região.

Além disso, a crise de refugiados da Venezuela tem despejado no Brasil e na Colômbia milhares de pessoas sem nenhum filtro, possibilitando a infiltração de operadores do Hezbollah com excelente disfarce nesses países. A presença na América Latina é uma realidade, seja na tríplice fronteira ou seja na Venezuela.

Podemos levantar algumas possibilidades com base nisso: A possiblidade de algum tipo de ação violenta ser deflagrada no continente americano tendo Caracas como quartel-general. Essas ações provavelmente seriam arquitetados por Tareck El Aissami, um dos principais agentes libaneses do Hezbollah na Venezuela.

A partir da manifestação ostensiva de apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil aos EUA na crise com o Irã, aumenta a possibilidade de o Brasil vir a ser um alvo de atentados violentos.

Entretanto, existe também a possibilidade de que o Hezbollah prefira manter a América Latina fora disso para continuar sendo financiado com recursos da cocaína, da mineração ilegal e ainda tirar proveito do fato de que a corrupção e a fraqueza nas fronteiras servem como vertedouro ou perfeito esconderijo.

Nesse momento, em que estão promovendo protestos ao redor do mundo a favor do Irã, omite-se que segundo os observatórios de direitos humanos mais de mil civis foram mortos pelas forças de segurança do Aiatolá durante os protestos de dezembro do ano passado.

O que vai acontecer daqui para frente não está muito claro, mas é preciso lembrar que o Irã está mais perto de Brasília, Bogotá ou Washington do que se imagina…. Ele está em Caracas.

Share.

About Author

DEIXE SEU COMENTÁRIO